segunda-feira, 28 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Dentinhos que mordem
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Em 2009, Cristiane Pereira de Souza Garcia, de Jateí, Mato Grosso do Sul, deixou a coordenação para assumir uma sala de aula na creche do Sistema Aprende Brasil de Ensino (SABE), do Grupo Positivo. Apesar de sempre ter ajudado professores a administrarem o conflito das mordidas em sala de aula, nunca havia lidado com ele na prática. Até que chegou a sua vez. “O ano mal havia começado e eu já me deparava com essa questão. Percebi que o melhor caminho seria entender esse comportamento das crianças, para poder ajudá-las e também tranquilizar os pais”, conta. E foi assim que Cristiane começou a estudar a fundo o assunto. “Pesquisando, eu constatei que mordidas são reações naturais da criança de até 2 anos e meio, por meio das quais elas procuram extravasar desejos, anseios, se expressar e aliviar o stress e a irritação, até porque eles ainda não têm repertório suficiente de vocabulário para fazer isso usando a fala.” Cristiane levou em consideração também o ambiente que estava sendo oferecido aos alunos. “Como nossa unidade passava por reformas, estávamos trabalhando em uma casa improvisada, com a maioria dos ambientes fechados, e pude notar que eles contribuíam para gerar mais agressividade nas crianças”, acrescenta. Com suas observações e informações, a educadora pôde traçar estratégias de trabalho e atividades para todo o ano letivo, sempre com a preocupação de variar bastante a rotina, evitando dar chance ao surgimento das situações de conflito. Leia mais a seguir.
"Com o trabalho realizado ao longo do ano, as ocorrências de mordidas diminuíram muito, mas não cessaram totalmente, e isso já era esperado. Afinal, morder é uma atitude natural dessa fase do desenvolvimento, e temos de respeitar isso. O importante é o professor criar um ambiente de afeto, conhecer bem seus alunos e saber administrar o espaço oferecido aos pequenos."
Cristiane Pereira de Souza Garcia, professora na creche do Sistema Aprende Brasil de Ensino (SABE)
Cristiane Pereira de Souza Garcia, professora na creche do Sistema Aprende Brasil de Ensino (SABE)
Atendimento personalizado
As ocorrências de mordidas entre crianças rapidamente trazem os pais à escola. Os pais da criança mordida vêm indignados com a marquinha que encontraram em seu filho. Os da criança que mordeu ficam preocupados com o seu comportamento, com a criança receber algum rótulo etc. Para amenizar essa tensão e fazer um diagnóstico dos alunos, Cristiane conversou isoladamente com cada família envolvida, sondando o convívio familiar, se a criança mordia em casa, se ficava muito sozinha, se tinha acabado de ganhar um irmãozinho etc. “Com um diagnóstico dos alunos, eu me senti mais segura para lidar com a situação”.
As ocorrências de mordidas entre crianças rapidamente trazem os pais à escola. Os pais da criança mordida vêm indignados com a marquinha que encontraram em seu filho. Os da criança que mordeu ficam preocupados com o seu comportamento, com a criança receber algum rótulo etc. Para amenizar essa tensão e fazer um diagnóstico dos alunos, Cristiane conversou isoladamente com cada família envolvida, sondando o convívio familiar, se a criança mordia em casa, se ficava muito sozinha, se tinha acabado de ganhar um irmãozinho etc. “Com um diagnóstico dos alunos, eu me senti mais segura para lidar com a situação”.
Aprendendo a dividir
Uma ação pensada pela Creche Tia Alzira, onde Cristiane leciona, foi criar o Dia da Família na escola, com o intuito de semear alguns valores na prática, como a importância da troca, da amizade e do carinho pelo próximo. Segundo a educadora, um dos motivos da mordida é justamente a criança querer o que está com o colega, e ainda não saber dividir. Neste dia, Cristiane distribuiu informativos, conversou com os pais sobre a fase oral da criança e sobre outros motivos que podem levá-la a morder e propôs atividades artísticas coletivas, onde todos dividiam materiais, brinquedos e atuavam num ambiente de afeto.
Uma ação pensada pela Creche Tia Alzira, onde Cristiane leciona, foi criar o Dia da Família na escola, com o intuito de semear alguns valores na prática, como a importância da troca, da amizade e do carinho pelo próximo. Segundo a educadora, um dos motivos da mordida é justamente a criança querer o que está com o colega, e ainda não saber dividir. Neste dia, Cristiane distribuiu informativos, conversou com os pais sobre a fase oral da criança e sobre outros motivos que podem levá-la a morder e propôs atividades artísticas coletivas, onde todos dividiam materiais, brinquedos e atuavam num ambiente de afeto.
| Fase oral Segundo o estudioso da educação Piaget, a boca é um instrumento de descoberta importantíssimo para a criança de até 2 anos. Ela a usa para se alimentar, sentir prazer e também para se defender. E a mordida é uma forma de defesa da criança. Todavia, embora saibamos que essas reações, mais comuns em algumas crianças do que em outras, não representem necessariamente a constituição de um adulto violento no futuro, esse comportamento precisa ser desestimulado no dia a dia. |
Estratégias para conter a mordida
Além de fornecer um ambiente de afetividade e estimular a troca entre as crianças, Cristiane preocupouse com criar uma rotina de atividades que ajudasse as crianças a se expressarem e a descarregarem suas tensões de outras maneiras. Assim, o dia a dia de sua turma ao longo de todo o ano incluiu:
★ Atividades de manipulação de papel, como rasgar, amassar, rasgar revistas velhas, fazer bolinhas com papel, tudo para aliviar a agressividade.
★ Momentos de manipulação de massinha: modelar, jogar, bater com força, esticar etc.
★ Exploração de diferentes texturas: Cristiane oferecia às crianças materiais como algodão, lixa, gelo e coisas moles, como mingau colorido com corante e sagu.
★ Atividades artísticas com guache, pincel, canetinha, oferecendo a elas telas de pintura, cartolina, papelão, papel etc.
★ Atividades com música, cantando, batendo palma e dançando.
★ Brincadeiras com água e lama no jardim. “As situações ao ar livre são essenciais para qualquer criança”, acredita Cristiane.
★ Muitas historinhas, contadas com fantoches e uma entonação de voz atraente e cheia de suspense.
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Alunos assistem à aula de culinária e brincam com água e tinta – atividades inseridas no trabalho de redução de mordidas entre as crianças, desenvolvido pela professora Cristiane com o apoio das assistentes Vanessa e Lilian |
| Reação imediata Quando uma criança mordia o coleguinha, Cristiane se posicionava imediatamente. “Não se trata de inferiorizar quem mordeu diante dos outros, rotular de mordedor ou fazer coisa parecida. Mas é preciso se colocar na altura da criança e conversar em tom sério e com a voz segura, mostrando que a atitude dela não foi legal e que você espera que não se repita”, aconselha. |
A criança morde quando...
★ Quer algo que está na mão do amiguinho e ele se recusa a dar;
★ Precisa aliviar alguma angústia ou tensão;
★ Está entediada em determinada situação;
★ Quer chamar a atenção do adulto;
★ Precisa descobrir ou explorar alguma sensação (nesse caso morde objetos, brinquedos etc.);
★ Está com ciúmes.
FONTE: REVISTA GUIA PRÁTICO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Recebi do sugestaodeatividadeescolar@googlegroups.com e estou compartilhando...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Adaptação Escolar
A adaptação de uma criança ,dependerá mais da atitude do pessoal docente e dos educadores do que da criança. Ela não sabe que vai à escola, mas o pessoal da escola deve estar preparado para recebê-la. Além disso, este trabalho de preparação deverá ser compartilhado com os pais.
Atitudes da educadora
- Ao encontrar-se com a criança: aproximação, respeito, afeto, sem ansiedade nem agonia.
- Conhecimento do nome da criança antes da sua chegada à escola.
- Criação de um clima de segurança afetiva individual e coletiva.
- Deve manter tranquilidade diante de manifestações de falta de adaptação da criança (dengos, raivas, choros, falta de apetite) mas sem abandono.
- Atenção individualizada, mas não exclusiva, sobretudo nos momentos cotidianos de: chegadas, despedidas, refeições; compreendendo como momentos de grande importância para a relação individual-afetiva com a criança (tratando de evitar a pressa, agonia, nervosismo, etc.).
- Conhecimento da criança através de: entrevista com ao pais, observação da criança e de suas reações diante situações cotidianas da escola.
Adaptação ao grupo
- Na medida em que se vá adaptando, organize atividades para que a criança se ponha em contato com o resto do grupo: conhecimento dos nomes das outras crianças.
- Conhecimento da etapa evolutiva pela qual atravessa a criança, entendendo o egocentrismo característico desta etapa, ajudando-a a superar por meio de atividades em grupo, que aprendam a compartilhar o material (“nem tudo é meu”) e a cuidá-lo e guardá-lo.
- Tente com que a criança canalize a agressividade surgida em situações de compartilhamento, buscando fórmulas alternativas (“não pegue este brinquedo do seu amigo, pegue outro da estante”).
- Entenda a conduta agressiva da criança como uma forma de relação normal nesta idade e principalmente no período de adaptação. Este limite deve ser imposto por parte da educadora de uma forma não agressiva e sem tensões, igualmente ao restante dos limites.
Adaptação ao novo espaço
- Conhecimento do espaço-classe: objetos, enfeites, móveis.
- Conhecimento do material.
- Conhecimento do banheiro.
- Conhecimento do pátio.
- Conhecimento do refeitório.
Relação com os pais
- Dar confiança e segurança aos pais.
- Entrevistas (também como forma de conhecer aos pais e ver a relação que têm com seus filhos).
- Procure que as entradas e saídas sejam menos conflitivas possíveis: paciência com os pais.
- Ponha limites claros aos pais desde o princípio (pontualidade, roupa marcada, que no princípio não entrem muito nas salas) evitando os enfrentamentos. Nota: Explique sempre à criança todas as situações novas que vão viver: situações cotidianas, atividades, entrada, saída, jardim, refeição, descanso, etc
Fonte: guiainfantil.com
domingo, 9 de janeiro de 2011
Educação é tudo!
Matéria publicada na edição: 8783
Data de:2011-01-09/01/2011
Data de:2011-01-09/01/2011
Investir em educação é primordial para o desenvolvimento de um País em todos os sentidos. Isso já é “ponto pacífico”. Todos concordam.
Infelizmente a maioria dos índices no setor traz desânimo. Para se ter uma ideia, hoje a proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever no Brasil é maior que a média registrada na América Latina e no Caribe. Ao todo, 9,6% dos brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos contra 8,3% dos moradores da região, revela o Anuário Estatístico de 2010 da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), agência das Nações Unidas (ONU).
No ranking de 2010, o Brasil apresenta a sétima maior taxa de analfabetismo entre os 28 países da região. Está à frente, apenas, da Jamaica (9,8%), da República Dominicana (12,9%) e de El Salvador (16,6%), Honduras (19,4%), Guatemala (25,2%), Nicarágua (30,3%) e Haiti (41,1%).
Investir para tentar mudar essa ideia é tudo. Ontem, o DS trouxe reportagem exclusiva, da jornalista Gabriele Doro, informando que as dez cidades do Alto Tietê devem receber neste ano R$ 387,46 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor é 20% maior do que o repasse do ano passado que girou em torno de R$ 322,82 milhões.
O Fundeb atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Substituto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou de 1997 a 2006, o Fundeb está em vigor desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020.
No papel é um importante compromisso da União com a educação básica, na medida em que aumenta em dez vezes o volume anual dos recursos federais. Além disso, materializa a visão sistêmica da educação, pois financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos. Mas, infelizmente os recursos ainda estão aquém do ideal.
A estratégia é distribuir os recursos pelo país, levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões — a complementação do dinheiro aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano. Ou seja, o Fundeb tem como principal objetivo promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação.
Na região, segundo reportagem publicada pelo DS ontem, os municípios terão aumento no repasse, mesmo com a queda do número de alunos em Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Santa Isabel. Com a diminuição na quantidade de matriculas, a cidade mogiana deixa de ter a maior verba – posto obtido em 2010 – para Itaquá.
O aumento na região é maior do que a média nacional onde a estimativa é de 13,7% em relação ao ano passado. Uma portaria – do Ministério da Educação e da Fazenda - publicada na segunda-feira prevê um valor mínimo anual por aluno de R$ 1.722,05 contra R$ 1.414,85, em 2010.
Pelo montante destinado, é preciso ressaltar também que as prefeituras tem de fazer sua parte no investimento já previsto por lei garantindo assim crianças na escola e “logística” ideal para o aperfeiçoamento e prática do ensino público.
Infelizmente a maioria dos índices no setor traz desânimo. Para se ter uma ideia, hoje a proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever no Brasil é maior que a média registrada na América Latina e no Caribe. Ao todo, 9,6% dos brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos contra 8,3% dos moradores da região, revela o Anuário Estatístico de 2010 da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), agência das Nações Unidas (ONU).
No ranking de 2010, o Brasil apresenta a sétima maior taxa de analfabetismo entre os 28 países da região. Está à frente, apenas, da Jamaica (9,8%), da República Dominicana (12,9%) e de El Salvador (16,6%), Honduras (19,4%), Guatemala (25,2%), Nicarágua (30,3%) e Haiti (41,1%).
Investir para tentar mudar essa ideia é tudo. Ontem, o DS trouxe reportagem exclusiva, da jornalista Gabriele Doro, informando que as dez cidades do Alto Tietê devem receber neste ano R$ 387,46 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor é 20% maior do que o repasse do ano passado que girou em torno de R$ 322,82 milhões.
O Fundeb atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Substituto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou de 1997 a 2006, o Fundeb está em vigor desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020.
No papel é um importante compromisso da União com a educação básica, na medida em que aumenta em dez vezes o volume anual dos recursos federais. Além disso, materializa a visão sistêmica da educação, pois financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos. Mas, infelizmente os recursos ainda estão aquém do ideal.
A estratégia é distribuir os recursos pelo país, levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões — a complementação do dinheiro aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano. Ou seja, o Fundeb tem como principal objetivo promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação.
Na região, segundo reportagem publicada pelo DS ontem, os municípios terão aumento no repasse, mesmo com a queda do número de alunos em Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Santa Isabel. Com a diminuição na quantidade de matriculas, a cidade mogiana deixa de ter a maior verba – posto obtido em 2010 – para Itaquá.
O aumento na região é maior do que a média nacional onde a estimativa é de 13,7% em relação ao ano passado. Uma portaria – do Ministério da Educação e da Fazenda - publicada na segunda-feira prevê um valor mínimo anual por aluno de R$ 1.722,05 contra R$ 1.414,85, em 2010.
Pelo montante destinado, é preciso ressaltar também que as prefeituras tem de fazer sua parte no investimento já previsto por lei garantindo assim crianças na escola e “logística” ideal para o aperfeiçoamento e prática do ensino público.
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